BANCOS CORTAM CRÉDITO DE EMPRESAS DE PEQUENO PORTE

BANCOS CORTAM CRÉDITO DE EMPRESAS DE PEQUENO PORTE
Empresas Familiares são as que mais sofrem

As empresas de pequeno porte são marca registrada do Brasil. De acordo com a FECOMERCIO/SP, elas representam cerca de 96,3% das empresas do país. Além disso, são responsáveis por mais da metade dos empregos na indústria, o que a torna uma peça chave para o desenvolvimento econômico e social do país.

Acontece que estas empresas têm sido as mais afetadas pela crise, conforme levantamento elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com indicadores piores do que as de grande porte desde o início de 2015, quando se alastrou a crise financeira em âmbito nacional. O que justifica o péssimo momento para as empresas é o corte do crédito bancário. Sem dinheiro para girar a empresa, fica difícil levar as contas a diante e arcar com todas as responsabilidades (trabalhistas, tributárias e juros) e, ao mesmo tempo, se adequar à queda da demanda.

Assim, muitas empresas, especialmente aquelas que são familiares, buscam extrair o máximo de crédito que puderem, arriscando até mesmo o patrimônio pessoal, oferecendo ao banco como garantia casas, apartamentos e carros, incluindo o próprio nome como avalista da dívida. Pois bem, antes de tomar atitudes desmedidas, é importante consultar profissionais com experiência na seara bancária e financeira, para lhe informar os riscos e as consequências de um contrato assinado de forma coagida com o banco.

É bem verdade que a coação e a pressão psicológica praticada pelos bancos deveriam ser consideradas crimes. Na verdade, para quaisquer outras empresas no Brasil isso traria incalculáveis problemas, mas todos sabem que os bancos recebem proteção especial, com legislações que lhes permitem praticar até mesmo condutas que violam direitos individuais e sociais, como retenção de salários, a livre iniciativa e, principalmente, o desequilíbrio econômico do país.

Diante de tais circunstâncias, o ideal é bater de frente com o sistema. De que modo? Da mesma forma como o banco vai tomando conta e “comendo pelas beiradas” até encurralar o devedor, cabe às empresas fazer a blindagem inteligente do seu patrimônio, tratando como prioridade ou não o pagamento de determinados créditos e aguardando o melhor momento para quitação da dívida.

Essa estratégia é muito possível na prática, basta que haja a orientação profissional correta e sensata para o porte e necessidade da empresa. É certo que ao tomarem atitudes, os empresários contribuíram não só para a saúde financeira da sua própria empresa, como também, e especialmente, para a mudança de um panorama nacional com relação aos assuntos que dizem respeito aos interesses da coletividade.

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