DICAS BÁSICAS DE RENEGOCIAÇÃO

DICAS BÁSICAS DE RENEGOCIAÇÃO

Se não bastassem as dívidas dos brasileiros, com elas vem o “nome sujo”, e aí vem junto uma série de limitações à vida, não se consegue nem mesmo arrumar trabalho. O nome negativado sempre foi o principal mecanismo utilizado pelos bancos para forçar clientes a pagar juros abusivos de quem deve no cheque especial, cartão de crédito e demais produtos bancários.

ESTOU NO VERMELHO. O QUE FAZER?

Todos corremos o risco de cair em dívidas, e as famílias não estão preparadas para absorver esse impacto. São raras as que possuem reservas financeiras para enfrentar períodos de crise. O endividado precisa de recursos mínimos para manter as despesas da casa durante o período de escassez. Então, não saia por aí pagando tudo.

Separe primeiramente as contas essenciais, aquelas que não podem deixar de ser pagas de jeito nenhum: água, luz, supermercado… As dívidas bancárias podem esperar, exceto em contratos onde algum tipo de bem foi dado em garantia ao banco. Cheque especial, cartão de crédito e financiamentos podem ser renegociados na linha do tempo.

E SE O BANCO RECUSAR MINHA PROPOSTA?

Caso o banco se recuse a renegociar, pode-se resolver o problema através de uma análise técnica de sua dívida. Aliás, com o novo Código de Processo Civil, agora todo processo poderá ter uma audiência de conciliação, boa oportunidade para o devedor demonstrar sua idoneidade e boa fé.

DEVO RENEGOCIAR A MINHA DÍVIDA SEGUINDO A PROPOSTA DO BANCO?

Não aceite. Cada vez que se renegocia, simplesmente aumenta-se o valor da dívida. Veja um exemplo real de um cliente nosso:  o débito no cheque especial era de R$ 5.200,00, e o banco oferecia uma renegociação de 24 x R$ 495,50. O valor que antes era de R$ 5.200,00 se transformaria em R$ 11.892,00. Mais que o dobro! O mesmo conceito se aplica a dívidas de cartão: fuja do parcelamento da sua fatura.

COMO RENEGOCIAR A MINHA DÍVIDA?

Após fazer a lição de casa, e separar o suficiente para a subsistência familiar, poderá procurar o credor para renegociar sua dívida. Mas, como o próprio nome diz –  renegociação – é preciso que o banco também seja flexível, reduzindo juros abusivos e oferecendo uma boa proposta de acordo. Para se adequar à sua real situação financeira, uma boa regra de acordo é:  jamais comprometa mais de 30% da sua renda para o pagamento de dívidas. O grande problema é que, na ansiedade de sair do vermelho, as pessoas aceitam condições que já sabem, com antecedência, que terão dificuldade em arcar.

NÃO SE DEIXE ENGANAR

Existem escritórios e assessorias por aí, verdadeiros abutres, vendendo a ideia de uma Ação Revisional, prometendo reduzir os juros e baixar o valor da prestação. Cuidado: existem critérios de análise para se respeitar, pois do contrário você poderá entrar numa fria. Essas empresas anunciam no Google, costumam cobrar um valor inicial pequeno, e dias depois pedem mais dinheiro para fazer perícia financeira, custas processuais… E o pior: no final, não resolvem o problema da dívida de ninguém.

A maioria das pessoas não deve por que quer, e sim por algum problema de saúde em família, redução de renda, perda de emprego, separação conjugal, conserto do carro e outros imprevistos.

IMPORTANTE

Após uma renegociação, em qualquer atraso no pagamento, o banco poderá cobrar essa dívida na Justiça, a partir de uma única parcela atrasada. Por isso, antes de fazer o que não deve, procure por um especialista em direito bancário.

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