OS DESAFIOS DOS MICRO E PEQUENOS EMPREENDEDORES NO BRASIL

Sabemos que a crise política e financeira do país afeta diretamente e principalmente as camadas mais populares. O modelo adotado pelos nossos governantes é o do “Robin Hood às avessas”, ou seja, tira dos pobres para dar privilégio aos ricos. Assim, o país cresce às custas de um povo judiado e sempre prejudicado. A bola da vez agora são os microempreendedores e as empresas de pequeno porte.

De acordo com o SEBRAE, essa categoria representa hoje 27% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil e estima-se que existam hoje 9 milhões de empresas deste porte em atividade no país. Considerando que cada empresa dessa emprega em média duas pessoas temos aí 18 milhões de vagas de empregos em risco, já que mais da metade desses microempreendedores estão endividados. Em 2018, a inadimplência cresceu 10% em relação ao mesmo período em 2017 no primeiro trimestre.

QUAL É A CAUSA DAS DÍVIDAS?

O primeiro fator, óbvio, é a crise financeira, que implodiu em 2015 e 2016. Nesse período, grande parte das indústrias não cresceram e não aumentaram o faturamento.

Outro ponto importante é que o aumento do desemprego fez com que um número significativo de pessoas abrisse o seu próprio negócio (ainda de acordo com o SEBRAE, 60% das pessoas desempregadas se aventuraram em um novo empreendimento). Portanto, ingressar em um mercado em crise é sempre um risco.

Por fim, a falta de recursos disponíveis no mercado não atende ao capital de giro que a empresa precisa ter para se sustentar. É nesse momento que as dívidas bancárias crescem e tomam proporções incalculáveis, por conta dos juros abusivos.

COMO DEVO REAGIR A ESSA SITUAÇÃO?

A primeira coisa é a conscientização do empreendedor de que precisa olhar internamente para a sua empresa, compreender que existe uma condição de vulnerabilidade e agir para não parar no tempo. Como a maioria dessas empresas são de cunho familiar e administradas por essas famílias, tudo tende a um processo mais lento de absorção e aceitação da realidade.

A inadimplência nada mais é do que uma deficiência de entrada e de saída de recursos dentro de uma empresa. Mas se os administradores não têm essa consciência, fica difícil tornar o negócio próspero e seguro.

PRECISO DE UM FÔLEGO, POIS AS CONTAS ESTÃO APERTADAS

Criando essa conscientização e olhando para essa nova perspectiva, as empresas vão conseguir enxergar os problemas de forma mais nítida. Muito provavelmente os problemas giram em torno da receita. Então, é fundamental que se procure uma assessoria especializada em gestão financeira que tenha experiente para apurar o fluxo de caixa e despesas, estabelecendo as prioridades e organizando as dívidas conforme a sua natureza.  Nada de renegociar dívida com banco heim.

RENEGOCIAR DÍVIDAS COM FORNECEDORES

Aí sim, afinal são eles que estão ao teu lado a muito tempo. Uma medida interessante é a renegociação com os fornecedores, uma vez que recorrer ao sistema bancário em busca de recursos para suprir as despesas da empresa é onerosamente excessiva (funcionários, aluguéis de prédio, tributos e demais custos), gerando um custo operacional elevado para microempreendedores. Mas cuidado: toda renegociação precisa ser avaliada por um profissional especializado, sob pena de tonar o problema ainda maior.

DE OLHO NO QUE TEM DE NOVO NO MERCADO

As dificuldades vão surgindo e novos obstáculos e desafios estão sendo criados. Para cada situação existe uma alternativa. Nenhum momento é definitivo, por mais difícil que possa parecer. Buscar novas informações e abrir os olhos para o que o mercado oferece de novo, é o caminho mais certeiro para tirar a empresa do buraco e abrir os horizontes. Ficar parado não vai mudar nada.

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