Assessoria empresarial em sp. Feirão Limpa Nome - Cuidado para não ser enganado

Feirão Limpa Nome – Cuidado para não ser enganado

Todo ano a história se repete e começa mais um feirão limpa nome, oportunidade única para que os devedores coloquem suas dívidas em dia, descontos de até 90%, e fiquem com o nome limpo na praça. A princípio parece tudo lindo e maravilhoso não é mesmo? Porém na realidade a coisa não funciona bem assim, e tem muita pegadinha oculta nesse cavalo de Tróia.

Nesse ano principalmente qualquer tipo de acordo ou renegociação de dívida merece uma atenção pra lá de especial, já que os juros bancários são elevadíssimos, os maiores dos últimos dez anos. Logo assinar qualquer renegociação requer muito cuidado. O problema é que muitas pessoas sentem-se acuadas e coagidas pela pressão exercida por escritórios de cobrança de tal forma que acabam assinando sem entender direito o quanto estão aumentando o valor da divida, ou então o quanto estão comprometendo seu patrimônio. Isso quando não acabam tendo a saúde afetada com toda essa situação.

Concordo plenamente que toda dívida deve ser paga, porém sem exageros, sem extorsão, sem coação.

Feirão Limpa Nome e Mutirão Online – Veja como eles jogam com os números

A imprensa anuncia com grande alarde que são oferecidos descontos que variam de 30% a 80% nas dívidas, empurrando milhares de consumidores para as garras dos gaviões. Oras; será que os jornalistas andam tão ingênuos assim? Como pode o banco oferecer tamanho desconto sem pressão alguma? É amigo, nem tudo que passa na TV é verdade.

Os bancos oferecem esses descontos simplesmente porque os juros que foram cobrados até que sua dívida chegasse ao que chegou estão muito acima do que realmente deveriam ser, veja esse simples exemplo:

Suponha que você tem uma dívida de 5.000,00 com o cartão de crédito e deixou de pagá-la em 15/01/2012. OS cartões nesses casos de inadimplência aplicam juros de correção de em média 18% ao mês, ou seja; mais de 600% ao ano. Atualizando essa dívida até 15/10/2013, essa estaria hoje na casa dos R$ 39.280,98.

Porém se atualizarmos essa dívida nesse mesmo período, porém aplicando os juros médios de mercado de cartão de crédito que giram em torno de 10% ao mês, essa mesma dívida estaria hoje em R$ 16.916,50.

Como o Banco Cobra superfaturando a dívida Como o banco deveria cobrar
Atualização de dívida de R$ 5.000,00 de 15-Outubro-2012 para 15-Outubro-2013:Valor original: R$5.000,00
Índice de atualização: INPC – Índ. nac. de preços ao consumidor (01-04-1979 a 31-10-2013)
Multa: 2,0000%
Taxa de juros: 18,0000% ao mês compostos, pro-rata dieValor atualizado pelo índice INPC : R$5.284,43
Valor com multa de 2,0000%: R$5.390,12
Valor com juros de 18,0000% ao mês: R$39.280,98
Valor da dívida em 15-Outubro-2013: R$39.280,98
Atualização de dívida de R$ 5.000,00 de 15-Outubro-2012 para 15-Outubro-2013:Valor original: R$5.000,00
Índice de atualização: INPC – Índ. nac. de preços ao consumidor (01-04-1979 a 31-10-2013)
Multa: 2,0000%
Taxa de juros: 10,0000% ao mês compostos, pro-rata dieValor atualizado pelo índice INPC : R$5.284,43
Valor com multa de 2,0000%: R$5.390,12
Valor com juros de 10,0000% ao mês: R$16.916,50Valor da dívida em 15-Outubro-2013: R$16.916,50
Aplicando desconto de 50% = R$ 19.640,00 Aplicando desconto de 50% = R$ 8.458,25

Fica portanto provado que na verdade o banco não está sendo bonzinho em nada e sim simplesmente tirando o excesso de juros para seduzi-lo a um acordo onde só ele ganha.

O banco está oferecendo uma renegociação, devo aceitar?

Em 90% dos casos, a proposta de renegociação é desaconselhável, uma vez que a ela mais juros serão cobrados no parcelamento. Veja exemplo: recebi hoje um senhor cuja dívida no banco Itaú é de R$ 3.850,00 e o banco oferece um acordo para que ele pague 12 parcelas de R$ 463,00. Veja que, num passe de mágica, sua dívida passou a ser de R$ 5.555,94. Nessa proposta, o Itaú está cobrando 7,50% ao mês de juros. Isso é acordo para ajudar quem já está devendo? É exatamente esse tipo de proposta que é oferecida no Feirão Limpa Nome e no Mutirão Online Acertando suas Contas. Esses eventos podem ser interessantes somente para quem tem condições de quitar a dívida à vista.

Mas então como posso reduzir minha dívida sem ser extorquido?

Caro consumidor, o momento é de reflexão, um passo em falso pode tornar uma dívida simples numa dívida impagável. Existem mecanismos administrativos e judiciais que podem reduzir sua dívida com descontos reais de até 90%, e até mesmo o parcelamento dessas dívidas com juros que não passam de 2% ao mês, basta saber como utilizá-los em seu favor.

O que eu não devo fazer?

Quando estamos devendo, a primeira coisa que fazemos é procurar socorro onde ainda temos crédito. Ou seja; se você está devendo para o banco X, corre no banco Y e na financeira Z para pegar dinheiro e cobrir a dívida anterior. Isso não se faz em hipótese alguma, e só vai piorar sua situação, como também não adianta ficar pagando apenas os juros ou o mínimo do cartão de crédito. O mal tem que ser cortado pela raiz.

A dívida caduca após cinco anos?

Não. O que ocorre é que a restrição na Serasa e no SCPC não pode permanecer por mais de cinco anos, porém a dívida continua a existir e pode ser cobrada pelo credor a qualquer momento.

O banco pode penhorar minha casa?

Isso somente ocorre caso o consumidor tenha mais de um imóvel em seu nome, porém se possuir um único imóvel, o mesmo não poderá ser penhorado. O consumidor jamais deverá vender um imóvel para pagar o banco, existem muitos meios e artifícios legais para isso.

O banco pode bloquear minha conta corrente e meu salário?

O banco pode pedir o bloqueio judicial de valores disponíveis em conta corrente e conta poupança. Se for uma conta onde são creditados os vencimentos (salário), o mesmo não poderá apoderar-se de seu salário, é entendimento do judiciário que, nessas situações, o valor máximo permitido é a retenção de até 30%, ou seja, se você recebe R$ 2 mil de salário, o valor máximo a ser retido seria de R$ 600.

O banco pode penhorar um carro para o pagamento de uma dívida de conta corrente ou de cartão de crédito?

Sim. Os bancos estão mais rápidos do que nunca nesse sentido, uma vez que a legislação vigente lhes dá esse direito. Eles esperam que a dívida atinja um valor que compense a entrada de uma ação judicial.

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