Assessoria empresarial em sp. Bolha Imobiliária - Estouro Já Começa Pelos Imóveis Comerciais

A bolha imobiliária está chegando!

“Economista americano confirma tese defendida por Marcelo Segredo desde 2011”

O economista americano Robert Shiller, que previu a crise dos ‘subprimes’nos EUA em 2008 questiona grande variação de preços sem motivo nos últimos anos, e aponta para possível bolha imobiliária.

A disparada nos preços dos imóveis no Rio de Janeiro e em São Paulo nos últimos anos sugere a existência de uma “bolha” no mercado imobiliário brasileiro. O alerta é do economista americano Robert Shiller, professor de finanças comportamentais da Universidade de Yale. Segundo Shiller, que em 2005 previu a bolha imobiliária dos “subprimes” nos Estados Unidos — que levou à crise financeira internacional de 2008 — os preços dos imóveis no Rio e em São Paulo dobraram nos últimos cinco anos sem uma razão objetiva, comportamento que replica o verificado no mercado americano.

— Algo não está correto nisso. O que pode ter acontecido para justificar uma variação tão grande de preços? — questionou Shiller, lembrando que o Brasil não experimenta uma explosão de crescimento econômico, ao contrário.

O economista usou dados sobre os preços de imóveis de 1890 para identificar a eminência de explosão da bolha imobiliária nos Estados Unidos. Questionado se o fato de para o Brasil estar se guiando por um período de pouco mais de dez anos apenas não seria uma amostra muito restrita para tal alerta, Shiller argumentou que em economia nem sempre se pode fazer experiências por longos períodos, como na medicina, e disse.

— Não tenho prova objetiva de que há uma bolha aqui, mas existe indicação de que algo acontece. De fato, não sei se há bolha imobiliária no Brasil, mas suspeito que sim.

Bolhas, disse Shiller, são uma epidemia social em que as pessoas se movem pelo entusiasmo que é disseminado de pessoa para pessoa, “motivadas pela inveja de participar, se aproveitar” de supostas oportunidades de ganhar dinheiro.

Mercado Imobiliário está em crise – a venda de imóveis já teve uma brusca desaceleração nesse ano de 2013. Fui a campo entrevistar corretores de imóveis, os quais afirmam que não se vendem mais imóveis como se vendiam até meados de agosto de 2012, esse segmento está entrando num cenário de estagnação. Os motivos são óbvios,aumento da inflação, aumento dos juros bancários e consequentemente do endividamento populacional.

Valor do imóvel dobra na hora de financiar com o banco – Esse é um grande problema que está tirando o sono dos mutuários ao comprar o imóvel na planta, tudo é lindo e maravilhoso, as prestações cabem no bolso, porém o consumidor motivado pela emoção da compra não tem a mínima idéia dos pormenores contratuais.

Construtoras e Caixa Econômica Federal lesam consumidores – Essa semana tive a oportunidade de fazer a análise de um contrato de imóvel, e sinceramente fiquei assustado com o que vi.  A consumidora comprou um imóvel na planta por R$ 350.000,00 em outubro de 2008, com previsão de entrega para março de 2011.  Até aqui a consumidora já havia pago R$ 200.000,00 do contrato diretamente para a construtora, restando apenas 150.000,00 a serem financiados pela Caixa .  Na hora de financiar o saldo restante com a Caixa, a mesma informou à consumidora após avaliação, que o imóvel estava avaliado em  R$ 650.000,00, e assim o valor a ser financiado seria de R$ 500.000,00 e não de R$ 150.000,00 como haviam lhe informado no ato da compra junto a construtora.

Com esse aumento sua prestação(informada no ato da compra) passou de R$ 900,00 para R$ 4.000,00 mensais, além do que, devido à elevação do valor do imóvel a consumidora pagou juros elevados no financiamento.

Essa é uma prática ilegal e arbitrária que vem sendo cometida no mercado imobiliário desde a Implantação do Projeto Minha Casa Minha Vida(um grande engodo, pois os juros no financiamento imobiliário não são menores), fazendo com que os consumidores percam seus imóveis pela incapacidade de pagamento.  Para os bancos é muito simples, não pagou é feito o leilão do imóvel. Com isso o consumidor perde tudo que pagou, e ainda fica com seunome negativado.

Vale o valor do contrato e não da avaliação – mas o consumidor encontra respaldo judicial para defender-se dessa arbitrariedade, pois vale o valor do imóvel pactuado em contrato e não o valor da avaliação “IMPOSTA” pela Caixa Econômica Federal. O preço de venda estabelecido pela construtora no ato da assinatura do contrato obviamente já prevê todos os custos envolvidos para a construção do imóvel, bem como seu lucro, logo é totalmente ilegal o banco no ato do financiamento, momento em que o consumidor está fragilizado e sem ter para onde correr.  Logo se o imóvel teve uma valorização isso deve ser um bônus ao consumidor, ou será que se o imóvel sofrer uma desvalorização tanto construtora quanto a CEF irão reduzir o valor do financiamento?

Os contratos de financiamento imobiliário tem sido alvo de inúmeras queixas e demandas judiciais, uma vez que não existe transparência no ato da venda, como também enorme especulação bancária no ato do financiamento por parte dos bancos.  Quando da implantação do projeto Minha Casa Minha Vida, muita gente lucrou e continua lucrando com isso até hoje, passando ao consumidor a falsa sensação de estar realizando um excelente negócio.

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