Como renegociar suas dívidas sem ter o nome negativado. Cobranças indevidas para consumidores

A chantagem do nome sujo

O principal medo dos consumidores é ter o nome sujo, e é desse medo que as instituições financeiras se prevalecem para impor suas condições quando emprestam, financiam, concedem crédito no cheque especial  ou através de cartão de crédito, os bancos e financeiras cobram juros muito altos.

Se a prestação atrasa, além de cobrarem juros de mora de forma ilegal e extorsiva contradizendo toda a legislação bem como regulamentação do Banco Central, aplicando multas e taxas misteriosas, ainda inscrevem o nome do devedor no Serasa e SPC, impedindo-o de comprar qualquer coisa a crédito, alugar um imóvel, abrir conta em banco e, em muitos casos, conseguir um emprego, como também alguns até perdem o emprego por esse motivo.

Consumidores sempre são coagidos e discriminados

Depois de muitas cartas e telefonemas de escritórios de cobrança, os bancos oferecem uma renegociação de dívida, que sempre vai prejudicar ainda mais o consumidor; já que, em geral, ele passa a dever mais e terá de pagar mais. É assim que os bancos literalmente arrancam o couro do cidadão devedor.

E por quê as pessoas aceitam essa renegociação? Porque as pessoas morrem de medo de permanecer com o nome sujo, afinal quem deve está simplesmente marginalizado e excluso da sociedade.

Como a maioria dos consumidores tem em mente de que não terão força contra uma instituição financeira acabam se submetendo à essas condições absurdas, e acabam renegociando(aumentando ainda mais) a dívida, ao invés de contestá-la.

Endividamento continua em alta

Resultado: pesquisas da Fecomércio indicam que cresceu o número de famílias endividadas de 2.010 para 2.011.Os dados mostram que 62,5% das famílias têm algum tipo de dívida.

O volume dessas dívidas aumentou 11,57%, com as famílias devendo agora R$ 161,9 bilhões. Por mês essa dívida fica em R$ 13,5 bilhões.

A capital com o maior aumento na quantidade de famílias endividadas foi Florianópolis, que tem hoje 45,6% mais do que em 2.010.

A capital com maior proporção de famílias endividadas foi Curitiba, com 526.704, chegando a 90,3% do total de famílias.São Paulo é a capital com maior quantidade de famílias endividadas: são 1.667.227 47% do total.

O estudo indicou ainda que a dívida representa 29,5% da renda das famílias. Isso explica porque elas não conseguem pagá-las: as despesas de moradia consomem 30% da renda.A alimentação e supermercado demandam outros 30%.Transporte, escola, saúde, vestuário, lazer  e outros itens  consomem outros 30% a 40%.

Essa soma de despesas resulta em cerca de 120% a 130% do que as famílias recebem, ou seja, usar 29,5% do que se ganha só para pagar dividas, é algo inconcebível.

Justiça acaba com chantagem do nome sujo

Isso mesmo. Quem discute uma dívida em juízo não pode ter o nome negativado. Dissemos no trecho anterior que os consumidores se decepcionam por terem, seus nomes no SCPC e Serasa enquanto a justiça examina a exatidão de suas dívidas. Pois bem: agora isso mudou.

A 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça atendeu o apelo de um consumidor cujo nome foi inscrito nocadastro de inadimplentes por uma instituição financeira com quem mantinha discussão judicial acerca justamente da dívida em questão.

Nesse processo, de número AC 2009.023363-7, o Tribunal decretou que a inscrição de nome no SPC durante discussão judicial sobre a dívida, é ilegal, já que somente a Justiça pode dizer se há realmente uma dívida ou não, e de que valor.

Isso mesmo. Quem discute uma dívida em juízo não pode ter o nome negativado. Dissemos no trecho anterior que os consumidores se decepcionam por terem, seus nomes no SCPC e Serasa enquanto a justiça examina a exatidão de suas dívidas. Pois bem: agora isso mudou.

A 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça atendeu o apelo de um consumidor cujo nome foi inscrito no cadastro de inadimplentes por uma instituição financeira com quem mantinha discussão judicial acerca justamente da dívida em questão.

Nesse processo, de número AC 2009.023363-7, o Tribunal decretou que a inscrição de nome no SPC durante discussão judicial sobre a dívida, é ilegal, já que somente a Justiça pode dizer se há realmente uma dívida ou não, e de que valor.

Os integrantes da câmara, de forma unânime, acolheram o recurso do consumidor e afirmaram que existe, sim, dano moral presumido, caso a inscrição em cadastro de proteção ao crédito aconteça enquanto houver discussão no Judiciário acerca do débito.

Na primeira instância, em ação que tramitou na comarca de Forquilhinha, o consumidor havia sido condenado a pagar R$1 mil de despesas processuais e honorários advocatícios. Agora, ele deverá receber R$ 35 mil por danos morais. O consumidor, que teoricamente devia, acabou recebendo R$35 mil por danos morais motivados por seu nome estar negativado enquanto a Justiça ainda julgava a sua dívida.

Em geral esse questionamento na Justiça reduz a dívida em até 90%, porque sempre são eliminadas muitas cobranças indevidas  que o consumidor desconhece.
É isso aí, os consumidores ganharam força para renegociar suas dívidas de uma mais justa, sem ter o nome negativado.

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