Brasileiros pagam os juros mais caros do mundo. Redução de dívidas e juros. Reduzir os juros extorsivos cobrados

A verdade sobre os juros no país

Lula sempre favoreceu os bancos.

Afirmo sem a menor sombra de dúvidas e com conhecimento de causa que nós brasileiros pagamos os juros mais caros do mundo, e as afirmações de que o governo está lutando para reduzir os juros no país a fim de reativar a economia não passa de uma mentira deslavada. Faço essas afirmações porque tenho como prová-las.

Vamos às provas:

No início de abril/2009 o presidente do Banco do Brasil foi exonerado de seu cargo pelo presidente Lula, e substituído por outro que tem a função de reduzir os juros nos produtos bancários, estimulando assim o crédito no país, como também forçando os bancos privados a baixarem suas taxas de juros. A resposta a essa mudança no mercado financeiro foi imediata, pois no dia seguinte o BB teve redução de 8,15% em suas ações na bolsa de valores.  Ou seja; o mercado financeiro já começa a pressionar para que os altos juros sejam mantidos, e esse discurso de que os juros vão reduzir é pura ilusão.

Mas será que Lula e sua corriola são os mocinhos nessa trama?

Eles nunca mediram esforços para ajudar os bancos, deixando muito claro seu gesto de comprometimento com as instituições financeiras, e não com a população.A Medida Provisória 1.963-17, de 30 de março de 2000 (que hoje é  MP 2.170-36), trouxe em seu corpo a possibilidade de capitalização dos juros quando em seu artigo 5º fala que: “Nas operações realizadas pelas instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional, é admissível a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano.”

Não satisfeito o Governo Federal continuou favorecendo o sistema bancário em suas articulações, vez que também sancionou a Lei 10.431 em 2 de agosto de 2004 criando a Cédula de Crédito Bancário, lei essa que permite aos bancos realizarem verdadeiras devassas na vida de pessoas físicas de jurídicas.

Todas as medidas acima elencadas ofendem aos ditames da Lei da Usura, artigo 4º e à Súmula 121, do STF, como também o Código de Defesa do Consumidor. Mas o fato que me deixa mais indignado ainda é o fato de que nosso presidente, e o pior de tudo parte nosso judiciário, desconhecem a própria Constituição Federal que reza em seu artigo 173:

§ 4º – A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

Cabe aqui observar ainda o “Art. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade…”. Os bancos estatais e federais, são os piores na hora que o consumidor precisa negociar dívidas, eles são simplesmente intransigentes e taxativos.

Ou seja, percebemos claramente que apesar de todos os mecanismos criados pelo executivo, legislativo e até o mesmo pelo judiciário visando beneficiar o sistema bancário, o consumidor continua tendo direito a fazer a revisão de sua dívida, e assim reduzir os juros extorsivos cobrados, devidamente respaldado pela nossa legislação.

A prova incontestável dos juros

Agora preciso provar ao amigo leitor a questão dos juros que não serão reduzidos.

Em 10/2008 quando da explosão da crise mundial a Taxa Selic estava em 13,75% ao ano representando 1,10% ao mês, ocasião em que alguns bancos e cartões de crédito cobravam juros mensais de 19,90%, representando782,73%.

A partir de então o governo passou a reduzir a Taxa Selic, mês a mês. O relatório divulgado pelo Banco Central em 04/2010, mostra a Taxa Selic estipulada em 11,25% ao ano, ao passo que:

Banco

Taxa mês

Taxa ano

Taxa Selic ano

Banco Brasil

7,65%

150,97%

11,25%

Caixa Econ. Federal

6,75%

107,45%

11,25%

Banco Santander

9,38%

189,42%

11,25%

Banco Itaú

8,59%

169,12%

11,25%

Banco Bradesco

8,24%

170,61%

11,25%

Achou as diferenças absurdas? Agora você conseguiu entender porque deve cada vez mais? Os bancos se defendem baseados em estudo do BACEN, divulgado no dia 28/01/2009, justificando que o spread (diferença entre o custo de capitação e o valor emprestado) brasileiro é composto por vários itens: custo administrativo (13,5% do total),inadimplência (37,35%), compulsório (3,59%), tributos (8,09%), outros impostos (10,53%) e margem líquida dos bancos (26,93%).

Estudo de economistas revela: quem da as cartas?

Um estudo detalhado desenvolvido pelo Econ Prime – Instituto de Economia e Informação, provando que mesmo quando a taxa Selic diminui os bancos mantém ou elevam as taxas de juros finais cobradas do consumidor, ao invés de reduzi-las. As considerações finas apresentadas pelos economistas Jorge Meschiatti e Marlene Nogueira revelam que:

•     Tal cenário indica que são os bancos que administram as taxas de crédito aos consumidores  e são eles que influenciam o quanto desejam ganhar .

•     Por este estudo percebe-se que quando  existe redução da Taxa SELIC  as taxas dos Bancos não se reduzem.

•     Logo, é  mera desculpa  que as  taxas de crédito ao  consumidor demoram a se reduzir em função da SELIC pela demora de chegada na ponta do consumo.

•     Neste cenário , como o Governo é um grande tomador de recursos  quem impõe a taxa  de juros ao Governo   é o Mercado, ou seja, a taxa SELIC é estimada em quanto o mercado deseja receber e não em quanto o Governo deseja pagar.

•    Pelas proximidades das taxas  praticadas  entre os  “ concorrentes” , principalmente na formação do DI e da própria taxa ofertada  pode-se dizer que o Mercado Financeiro no segmento “Bancos”  desenha-se como  um Cartel dissimulado.

•    Desta forma  o sistema de dominação do Mercado jamais permitirá redução de taxas ao consumidor, uma vez que a dominação lhe garante repassar o custo de suas ineficiências  tanto ao governo como ao consumidor.

As informações acima fatalmente não serão vistas pelo consumidor na mídia, uma vez que esse tipo de informação conflita com diversos interesses políticos e econômicos. O que  podemos perceber claramente, é que o sistema financeiro é extremamente organizado e determinante quando o assunto é LUCRAR. A fusão entre bancosé uma tendência no Brasil. Fico preocupado com isso, uma vez que fica mais clara e evidente a cartelização do sistema financeiro.

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