CIELO É CONDENADA A INDENIZAR LOJISTA POR FALTA DE REPASSE DE COMPRAS

Cielo é condenada a indenizar lojista por falta de repasse de compras

Essa prática é comum, comerciantes não conferem relatórios e ficam no prejuízo

Pesquisa recente revela que no ano de 2014 mais de 600 mil pessoas ficaram endividadas só no estado de São Paulo, revelou ainda que a cada um minuto uma  nova pessoa passa a fazer parte dessa estatística, ou seja; o consumidor esta comprando cada vez menos, e  com isso muitas empresas estão fechando.

Um dos complicadores também é que boa parte das empresas já vem operando no vermelho, utilizando os juros abusivos do cheque especial, de empréstimos e refinanciamento de dívida. Acuados assinaram renegociações de dívidas, assinando como avalistas, comprometendo não só os bens da empresa, mas também dos seus sócios.O problema é que as pessoas “confiam muito” nos bancos, acham que eles não erram, acham que não podem contestá-los, mas não é bem assim que as coisas funcionam.

Os bancos erram sim, e não é pouco, e a única certeza que você pode ter é que esses erros jamais serão em seu favor. Quantas vezes você conferiu o extrato da sua conta corrente? E a fatura do seu cartão de crédito? Pois é, esse é um péssimo hábito da maioria das pessoas, principalmente de empresas, onde a movimentação bancária é muito superior ao de uma pessoa física, e é exatamente ai que mora o perigo.

Se não bastasse a crise que assombra o país, e a queda vertiginosa nas vendas, milhares de comerciantes vem se deparando com um problema muito comum junto às empresas de cartões de crédito.

CIELO deixou de repassar compras para comerciante

A comerciante Zilma utilizava a maquininha da CIELO à vários anos, e tinha por hábito conferir todos os lançamentos e os confusos relatórios que eram emitidos pela administradora de cartões periodicamente. Em dezembro de 2014, época do ano em que aumentam os volumes de vendas começou a perceber que algumas vendas não estavam sendo pagas pela CIELO. A Comerciante observou que algumas vendas realizadas, simplesmente não constavam no relatório. Sem entender bem o que estava acontecendo entrou em contrato com CIELO. Mais de seis protocolos buscando por esclarecimentos foram abertos, porém em momento algum obteve retorno.

A comerciante observou que faltava dinheiro, porém diante dos relatórios confusos não conseguia identificar o quanto estava faltando. Inconformada a comerciante procurou pela nossa assessoria, e após submetermos os comprovantes de vendas e relatórios obtidos através do site da Cielo para uma perícia financeira, nossa equipe identificou que R$ 8.500,00 deixaram de ser repassados para ela. Não se espante, é comum operadoras de cartões agirem dessa forma, principalmente com empresas que acumulam grandes movimentações diárias com cartões de crédito.

Operadoras cobram juros acima dos contratados

já atuamos também em varias situações em que a operadora informa ao comerciante que será cobrada uma taxa de juros de 4,5% sobre cada operação, mas na verdade está cobrando 4,85% por exemplo, numa compra de R$ 100,00, ao invés de cobrar R$ 4,50, cobra R$ 4,85, apenas R$ 0,35 centavos a mais. Imagine isso sobre um grande volume de vendas durante vários anos.

Pericia provou que CIELO não repassou as vendas

Após análise dos nossos peritos financeiros nossa assessoria notificou a Cielo, e a mesma apresentou em sua defesa um relatório de pagamentos totalmente divergente daquele disponibilizado no site para a comerciante, demonstrando de forma clara e objetiva que a finalidade da empresa é confundir e não esclarecer. Os relatórios foram mais uma vez submetidos para a análise dos nossos peritos financeiros, e ficou realmente constatado que a operadora havia deixado de repassar os R$ 8.500,00 para a comerciante, como também havia lançados vários valores de cobrança de taxas e juros indevidos. Com o intuito de evitar uma ação judicial e a exposição nas mídias a Cielo ofereceu uma indenização de R$ 17.000,00 a nossa cliente.

Podemos afirmar que muitos contratos bancários estão repletos de erros, sejam nos juros do cheque especial, juros nos descontos de duplicatas, lançamentos de conta corrente, nos juros dos cartões de crédito. Os bancos apostam na falta de informação e de conferencia de lançamentos de seus clientes; abusam da credibilidade e confiança que as pessoas lhes conferem, mas deixou aqui um recado importante. Não confie nos bancos.

Compartilhar