A assessoria empresarial em SP comércio espera por dias melhores.

Comércio espera por dias melhores

O que esperar do segundo semestre? Em meio a grande crise financeira que o mundo atravessa, se faz necessário aprendermos a analisar as notícias que lemos, vemos e ouvimos diariamente, e cruzar as informações para assim sabermos quais delas são mentirosas e quais as verdadeiras.  Desde setembro de 2008 até agora nosso governo somente mentiu.   Enquanto o mundo falava em recessão, em conter despesas, aqui fomos incentivados ao consumo. 

Até a eleição da presidente Dilma foi tudo às mil maravilhas.  Porém impera o ditado popular “Mentira tem perna curta”, e agora não a mais como esconder. Dilma, Guido Mantega e a corriola, não sabem mais o que fazer, afinal perderam as rédeas da situação. Se a poderosa China está em crise, quem são eles para dizer que aqui ela esta sob controle? Perderam o controle a muito tempo, e como sempre colocam panos quentes.  Uma delas é o desemprego.

Desemprego em alta não é divulgado na imprensa – A taxa de desemprego passou de 11% em março para 11,3% em abril, nas sete regiões analisadas pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), o total de desempregados nessas regiões foi estimado em 2,491 milhões de pessoas, 52 mil a mais do que no mês anterior.

O nível de ocupação nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, do Recife, de Salvador, São Paulo e do Distrito Federal registrou retração de 0,4% devido à eliminação de 80 mil postos de trabalho, número maior do que o de pessoas que se retiraram do mercado (29 mil). O nível de ocupados nessas sete regiões foi calculado em 19,557 milhões e a população economicamente ativa em 22,047 milhões.

Endividamento em Alta – 65% das famílias estão endividadas – Segundo pesquisa publicada em maio pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), responsável pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). 64,2% das famílias brasileiras estão endividadas, sendo que aqui em São Paulo, uma cidade com 10,5 milhões de habitantes, devemos ter cerca de 2,5 milhões de famílias. Portanto, pelo menos 2/3 das famílias paulistanas são devedoras.

Ainda segundo a pesquisa, a principal fonte desse endividamento é o cartão de crédito, utilizado por 70% das famílias pesquisadas. Em segundo lugar está o carnê (com 21,3%) e, finalmente, o crédito pessoal, com 14,8%.  Se não bastasse, atrelado a tudo isso temos os juros(SELIC) que continuarão crescendo na casa de 0,5% ao mês, e a inflação nos comendo pelo calcanhar.

Empresários são estrangulados pelo sistema, Assim não dá! – mas, quem mais prejudica o empresário é o seu sócio majoritário. Estou falando do  governo que exige uma quantidade exorbitante de informações. Lógico, não pode perder dinheiro e caso as coisas, por algum motivo, não saiam de acordo com o programado dá-lhe multa e outras penalidades estratosféricas (chicote no empresário!)

A carga tributária beira os 40% do PIB nacional, ou seja, na média, a cada R$ 100,00 que gastamos R$ 40,00 fica para o governo. A lucratividade das empresas fica muito abaixo disto, com raríssimas exceções.

Os empresários a esperavam com muita ansiedade a chegada das datas comemorativas (dia das mães, dia dos namorados, etc.) na expectativa de tirar o atraso dos meses anteriores, porém, é decepção em cima de decepção, o último dia das mães e dos namorados que o digam, não é mesmo?

O comércio está estagnado desde 2012, e pela leitura(dos fatos reais) que venho fazendo mês a mês do cenário internacional e nacional, posso afirmar que o segundo semestre de 2013 será complicadíssimo. O que realmente mais me incomoda é ver o governo e entidades de classe não se mexerem.

A única coisa que fazem é oferecer reduções de IPI sobre veículos, como se essa fosse a solução dos nossos problemas.  Acho que esqueceram que criaram um universo de 65% de famílias endividadas país afora, e quem está endividado não compra carro. Tem empresa trabalhando no vermelho à muito tempo, pegando empréstimo para cobrir folha de pagamento ou pagar 13º salário, recebendo a visita constante de fiscais corruptos de todas as esferas.

Para piorar ainda mais as coisas, 85% das vendas são feitas através de cartão(débito ou crédito), e com isso se o comerciante já estiver devendo para o banco, ele simplesmente não consegue ver a cor do dinheiro, ficando assim sem capital de giro, comprometendo o pagamentos de compromissos e principalmente a reposição de estoque.

Mais do que nunca, é fundamental que os comerciantes utilizem de todas as ferramentas e mecanismos para sobreviver à essa época de vagas magras que estamos passando, aplicando ferramentas adequadas de gestão empresarial, sabendo negociar as dívidas com seus credores(bancos e fornecedores) sem comprometer a continuidade do seu negócio, bem como blindando seu patrimônio.

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