Por que não devo refinanciar dívidas?

O mundo não é tão bom assim, Sebastião…

Costumo dizer que algumas coisas que começam com “RE” não são agradáveis para nós: recondicionado, requentado e, no nosso caso, “RENEGOCIAÇÃO”. Andam dizendo por aí que “o mundo é bão Sebastião”, Porém, nas linhas a seguir veremos que o mundo não é tão bão assim Sebastião. Ele é cruel.

Muitos devedores (PJ e PF) vem amargando uma grave situação financeira a muitos anos. Sobrevivendo um dia após o outro, com limites de cartão, cheque especial, capital de giro, descontos de duplicatas. Enfim, muitos vem agravando o problema do endividamento a cada mês.

Bancos investem em campanhas de renegociação de dívidas

Diversas campanhas do sistema bancário estão circulando por aí chamando os devedores para a Renegociação de dívidas. Muita calma nessa hora. Um dos principais erros de todo devedor é empurrar o problema com a barriga, pegando empréstimo para cobrir o limite do cheque especial ou para cobrir o limite do cartão de crédito, pegando consignado (porque os juros são menores) para cobrir outras dívidas bancárias, e nos casos mais drásticos, estão oferecendo até bens em garantia,logo não percebem o verdadeiro buraco negro em que estão entrando.

Só nessa semana atendi á vários casos tanto de empresas como de pessoas físicas que caíram nessa, triplicaram as dívidas, e ainda oferecem até o único imóvel em garantia para o banco.

Veja esse caso aqui: O proprietário de um restaurante levantou dois empréstimos de R$ 250 mil para cobrir limites de cheque especial e demais empréstimos menores. Até chegar nesse montante todo, o banco vinha cobrando juros abusivos mês a mês. O banco,hoje, o chama para uma campanha de “Renegociação”, onde oferece como única alternativa um contrato único, com uma pequena taxa de juros de 2,5% ao mês em 96 parcelas de R$ 13.788,31, ou seja; transformando a dívida em mais R$ 1.323 Milhões.

Outro de uma funcionária pública: ela tinha uma dívida(que veio se acumulando igual o caso anterior) de R$ 109 mil. O banco bloqueou o seu salário e a forçou a assinar uma renegociação de dívida a ser paga em 60 parcelas de R$ 5.890,00, ou seja; R$ 353.400,00. E detalhe , nesse caso o banco ainda exigiu que a mesma desse o seu imóvel em garantia, e ela deu.

Tem também o caso de uma outra rede de farmácias, que começou com uma dívida de apenas R$ 30 mil no cheque especial, e após uma renegociação atrás da outra chegou a mais de R$ 600 mil. Como a empresa obviamente não conseguiu pagar as parcelas mensais de R$ 32 mil dessa renegociação, o banco simplesmente bloqueou a conta garantida, onde caiam as vendas feitas nas maquininhas de cartão de crédito. E o salário dos funcionários?

Acuado, o empresário vê-se obrigado a assinar uma nova “Renegociação”, levando a dívida para mais de R$ 2 milhões. Isso é legal? Que nome podemos dar a isso? Extorsão?

Os casos reais acima demonstram de forma muito clara e objetiva que o pior caminho que existe para livrar-se das dívidas é a renegociação. Cada vez que você renegocia, mais juros são cobrados nesse novo parcelamento, dobrando ou triplicando o saldo devedor, comprometendo cada vez mais você e seus bens.Percebeu como “O mundo não é bão Sebastião.”

E porque as pessoas caem nessa de renegociação de dívidas?

Simplesmente porque são coagidas a isso por gerentes bancários e escritórios de cobrança, que amedrontam as pessoas dizendo que seus bens serão penhorados dentre outros absurdos. Entenda, o banco não tem o poder de penhorar nada. Quem tem esse poder é o judiciário, e nenhum juiz em sã consciência manda penhorar alguma coisa de alguém, sem que essa pessoa ou empresa tenha antes o seu direito de defesa. Resumindo, só perde bens quem cochila.

O que você não sabe sobre as dívidas bancárias?

Toda dívida superior a R$ 2.500,00 obrigatoriamente deve ser informada ao Banco Central.  Tenho detectado que é comum o banco cobrar um valor dívida do cliente, e informar ao Banco Central um valor bem inferior.  Pois bem, num caso recente que assessorei, o banco entrou com uma ação de execução cobrando uma dívida de R$ 68.500,00, sendo que no Banco Central a informação era de que o consumidor devia R$ 32.000,00.   O valor correto da dívida é o valor lançado junto ao Bacen, logo o devedor tem plenas condições de reduzir a dívida simplesmente usando as informações e manobras financeiras do banco contra ele mesmo, fora outras irregularidades técnicas que utilizo para defender devedores e reduzir os juros abusivos.

Mas como eu saio desse Ciclo de Endividamento?

Vivencio essa situação diariamente a mais de 15 anos, e posso te garantir que o remédio não é tão amargo assim. Existem soluções e alternativas para pagar as dívidas e continuar mantendo a sua empresa funcionando, sustentando a sua família, sem entrar nessa furada de renegociação de dívidas e feirão limpa nome. O resultado desse tratamento é a quitação das dívidas bancárias com excelentes descontos, sem a necessidade de envolver o judiciário. Basta conhecimento e técnica.

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