Saindo do vermelho sem medo

O desemprego, que já atinge mais de 20 milhões de brasileiros, está empurrando as pessoas à condição de inadimplência. Os que estão com o nome sujo na praça estão inadimplentes também devido a outros motivos: redução da renda familiar, perda do poder de compra, alguma doença inesperada, desorganização no controle das contas e consumismo inconsciente.

Os que agem de má fé, querendo dar o calote deliberado, não chegam nem a 1% dos devedores. Somos um povo basicamente honesto sim.

Mas existe um outro fator que empurra as pessoas à inadimplência: a alta taxa de juros cobrada pelos bancos (bancos, financeiras, administradoras de cartões de crédito e cartões de lojas…).

Um exemplo: o cartão de crédito das lojas Carrefour, cuja taxa anual de juros está em mais de 1.090%. Se o Sebastião (fictício) está devendo na fatura R$ 10.000,00 para essa ética empresa, em um ano a dívida salta para R$ 109.400,00.

Eles não estão nem aí. Os bancos lucram com as dívidas não pagas

E como é que esse pessoal lucra com a sua inadimplência? Facinho de explicar: consideremos o exemplo acima, onde uma dívida de R$ 10.000,00 engorda para R$ 109.400,00. A verdade é que, mesmo que o Sebastião não pague nada do que deve, a administradora já vai ganhar um dinheirão, porque as instituições financeiras deduzem o total da sua dívida na declaração do IR deles.

Acompanhe: se o banco teve um lucro de R$ 1.000.000, ele teria que recolher 15% (I.R.) sobre esse lucro anual. Isso mesmo, os mortais pagam 27,5% e os bancos pagam só 15% de imposto sobre a renda. Mas a pegadinha é: o banco vai deduzir o valor total de sua dívida do lucro anual e somente após vai recolher os 15% de IR. Ele diz que sua dívida vale R$ 109.400,00.

  1. R$ 1.000.000,00 (lucro) – R$ 109.400,00 = R$  600,00 x 15% de IR = R$ 133.590,00
  2. Sem a dedução da sua dívida no IR, o banco recolheria: 1.000.000,00 x 15% de IR = R$ 150.000,00
  3. R$ 133.590,00 – R$ 150.000,00 = R$ 16.410,00 (sua dívida original era de R$ 10.000,00) 

Como podemos observar, mesmo não recebendo um centavo do Sebastião, o banco ainda conseguiu um lucro de R$ 16.410,00 sobre aquela dívida que não foi paga pelo devedor.

Então, quer dizer que eu posso não pagar a minha dívida com o cartão de crédito?
Você deve pagar o que deve, mas seguindo alguns critérios:

– Não pague o valor que os bancos estão cobrando, inflado de juros abusivos, e nem da forma impositiva que está sendo proposta por eles. Se você fosse o Sebastião, preferiria pagar R$ 109.400, R$ 10.000 ou uns R$ 5.000?

– Não aceite renegociações com juros embutidos.   O caminho mais seguro e econômico é quitar sua dívida bancária com descontos superiores a 50% do saldo devedor. Mas é claro que há uma estratégia com muitos detalhes para fazer essa mágica dar certo para você.

Como pagar minhas dívidas com descontos?

Acumule dinheiro, aplique da forma lucrativa no mercado financeiro (fora dos bancos) e pague sua dívida à vista, com descontos e sem parcelamento. No final dessa operação, até pode sobrar uma grana, e você terá saído da condição de devedor, transformando-se em investidor. Basicamente, é isso.

Nos últimos 15 anos, venho resolvendo a dívida de pessoas físicas e jurídicas dessa forma, e conseguindo descontos de até 90% do saldo devedor. Enquanto não se consegue um valor bem reduzido para a quitação, você deve investir o dinheiro em Títulos Públicos por exemplo, que irá render bem mais. Fuja da Poupança e dos planos convencionais de Previdência Privada (conheça em outro artigo os Cinco Melhores Planos de Previdência).

Não consigo fazer isso sozinho!

A solução mais prudente para sair do vermelho é realizar antes uma Clínica Financeira. Nela, você vai entender as estratégias para fazer sobrar dinheiro no final do mês. Em apenas uma hora, seu caso é estudado individualmente;  identifica-se a maneira mais econômica de quitar sua dívida pagando pouco por ela. Indica-se as melhores opções de investimento (fora de bancos). E no final, você ganha tranquilidade para planejar a realização de seus projetos de vida.

Nós amamos dívidas!

Você não deve conviver com a sua dívida para sempre,  é importante reagir rapidamente e procurar ajuda.

O problema começa quando as dívidas são impagáveis, quando não cabem no seu orçamento. É o que acontece quando são contraídas por falta de planejamento ou quando elas fogem do controle, aquelas que criam o efeito bola de neve.

Nós não tratamos apenas do endividamento, mas colocamos a sua vida financeira no eixo. Para isso você pode agendar uma Clínica Financeira com a nossa assessoria.

O que você faz com o dinheiro é o que você faz com sua vida. Dê uma olhada em nossos vídeos, envie-nos e-mail com suas dúvidas. E lembre-se: você não precisa dos bancos. Os bancos é que precisam de você.

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