TAXA SELIC MAIS BAIXA DA HISTÓRIA, MAS JUROS COBRADOS CONTINUAM EXTORSIVOS

Agora no mês de março/2018, a taxa SELIC, que serve de referência para a economia brasileira, teve a maior queda da história, chegando ao patamar de 6,4% ao ano. Com isso, cria-se a expectativa: será que isso trará algum impacto positivo na vida das pessoas? Como se sabe, a SELIC influencia diretamente no rendimento da poupança, que hoje é de aproximadamente de 4,5% ao ano, mais a TR (Taxa Referencial), assim como afeta diretamente no crédito. Além disso, economistas e até mesmo o Banco Central estão surpreendidos com a baixa da inflação, o que também seria histórico em se tratando de Brasil, causando a impressão de que somos um “país normal”. E QUE VANTAGEM LEVA O CONSUMIDOR?    O alto índice de desemprego no país, por conta da recessão econômica, tem desencorajado o reajuste das taxas, já que existe o receio de que o aumento dos preços possa impactar diretamente em produtos essenciais, como os alimentos. Assim, o governo faz o controle da inflação, para que os produtos não tenham altas de preço. BOM PARA NÓS OU BOM PARA OS BANCOS?   A verdade é que tudo não passa de uma parede que blinda o corporativismo bancário no Brasil, ou melhor dizendo o “Cartel do Sistema bancário”, que continua cobrando juros abusivos. Mesmo com a SELIC mais baixa da história, nada mudou para o brasileiro em termos de juros. Para o comércio, a taxa permanece nos 88% ao ano. No cartão de crédito, a taxa que era de 318% hoje é de 317%, ou [...]

OS DESAFIOS DOS MICRO E PEQUENOS EMPREENDEDORES NO BRASIL

Sabemos que a crise política e financeira do país afeta diretamente e principalmente as camadas mais populares. O modelo adotado pelos nossos governantes é o do “Robin Hood às avessas”, ou seja, tira dos pobres para dar privilégio aos ricos. Assim, o país cresce às custas de um povo judiado e sempre prejudicado. A bola da vez agora são os microempreendedores e as empresas de pequeno porte. De acordo com o SEBRAE, essa categoria representa hoje 27% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil e estima-se que existam hoje 9 milhões de empresas deste porte em atividade no país. Considerando que cada empresa dessa emprega em média duas pessoas temos aí 18 milhões de vagas de empregos em risco, já que mais da metade desses microempreendedores estão endividados. Em 2018, a inadimplência cresceu 10% em relação ao mesmo período em 2017 no primeiro trimestre. QUAL É A CAUSA DAS DÍVIDAS? O primeiro fator, óbvio, é a crise financeira, que implodiu em 2015 e 2016. Nesse período, grande parte das indústrias não cresceram e não aumentaram o faturamento. Outro ponto importante é que o aumento do desemprego fez com que um número significativo de pessoas abrisse o seu próprio negócio (ainda de acordo com o SEBRAE, 60% das pessoas desempregadas se aventuraram em um novo empreendimento). Portanto, ingressar em um mercado em crise é sempre um risco. Por fim, a falta de recursos disponíveis no mercado não atende ao capital de giro que a empresa precisa ter para se sustentar. É nesse momento que as [...]

BANCOS CORTAM CRÉDITO DE EMPRESAS DE PEQUENO PORTE

BANCOS CORTAM CRÉDITO DE EMPRESAS DE PEQUENO PORTE Empresas Familiares são as que mais sofrem As empresas de pequeno porte são marca registrada do Brasil. De acordo com a FECOMERCIO/SP, elas representam cerca de 96,3% das empresas do país. Além disso, são responsáveis por mais da metade dos empregos na indústria, o que a torna uma peça chave para o desenvolvimento econômico e social do país. Acontece que estas empresas têm sido as mais afetadas pela crise, conforme levantamento elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com indicadores piores do que as de grande porte desde o início de 2015, quando se alastrou a crise financeira em âmbito nacional. O que justifica o péssimo momento para as empresas é o corte do crédito bancário. Sem dinheiro para girar a empresa, fica difícil levar as contas a diante e arcar com todas as responsabilidades (trabalhistas, tributárias e juros) e, ao mesmo tempo, se adequar à queda da demanda. Assim, muitas empresas, especialmente aquelas que são familiares, buscam extrair o máximo de crédito que puderem, arriscando até mesmo o patrimônio pessoal, oferecendo ao banco como garantia casas, apartamentos e carros, incluindo o próprio nome como avalista da dívida. Pois bem, antes de tomar atitudes desmedidas, é importante consultar profissionais com experiência na seara bancária e financeira, para lhe informar os riscos e as consequências de um contrato assinado de forma coagida com o banco. É bem verdade que a coação e a pressão psicológica praticada pelos bancos deveriam ser consideradas crimes. Na verdade, para quaisquer outras [...]

COMO UMA EMPRESA FAMILIAR DEVE OLHAR PARA A CRISE

COMO UMA EMPRESA FAMILIAR DEVE OLHAR PARA A CRISE Ter empresas familiares, onde a administração é feita de forma conjunta, não é nada fácil. Isso porque naturalmente existem os atritos pessoais e as diferenças acabam vindo à tona, tornando o gerenciamento do negócio muito mais complexo e difícil. Além disso, uma empresa que carrega o “nome da família” acaba deixando as coisas mais tensas, porque diz respeito à honra e ao respeito à história das pessoas. Nesse sentido, uma dívida bancária não paga, sendo que o gerente do banco é amigo, um tributo não recolhido, trazendo a possibilidade de perda de um imóvel que está na família há anos, ou a queda da qualidade da prestação do serviço, que destrói a imagem da empresa, são fatores que contribuem para inúmeras noites sem dormir. Para se ter uma ideia, de acordo com pesquisa realizada pelo ENEF, em 2016, 40% do PIB é gerado por empresas familiares. Porém, o drama vivenciado por grande parte dos empreendedores brasileiros precisa ser devidamente encarado para superar as adversidades. O primeiro passo para quem busca superação em um momento de recessão econômica, é o enfrentamento das dívidas com fornecedores e bancos(essas com juros abusivos), tratando-as como um fenômeno natural no Brasil atualmente. Hoje em dia, toda empresa convive, infelizmente, com essa dura realidade. E principalmente saber que, no mercado e no país em que vivemos, ninguém vai ter pena de alguém quando o assunto é dinheiro. Quando nos referimos ao gerente do banco que é amigo da família, lembra? Pois [...]

Inadimplente leva 217 dias para pagar contas

Inadimplente leva 217 dias para pagar contas   Consumidor acumula dívida de cinco contas, em média, no período em que está negativado. O cidadão endividado possui cinco dívidas, em média, e demora 217 dias (ou pouco mais de sete meses) para quitar todas e retomar o acesso ao crédito. Segundo os economistas da Serasa Experian, a inadimplência continua ganhando força na mesma direção do endividamento. O brasileiro não sabe lidar com as suas contas O risco de o consumidor atrasar pagamentos continua elevado devido ao descontrole financeiro pessoal, que é crônico e tem nada a ver com crise alguma. Mas a inadimplência cresce principalmente porque os bancos se aproveitam dessa desorganização pessoal para cobrar juros elevadíssimos.  Se o brasileiro leva em média sete meses para quitar contas vencidas, façamos uma rápida simulação de como a dívida pode evoluir nesse período.  Supondo que a fatura seja de R$ 2.000,00 no cartão de crédito, aplicaremos a esse valor a taxa média de juros no mercado para cartões de 15% ao mês, mais a multa de 2%. Podemos observar que a dívida cresceu 160,49% em apenas sete meses.  Fácil entender porque o brasileiro demora tanto tempo para quitar. Por mais que ele queira pagar em menos tempo, simplesmente não consegue, afinal os salários nunca acompanham os juros bancários.   Dívidas adoecem brasileiros A revista médica inglesa The Lancet divulgou uma série de estudos sobre o Brasil, onde revela que as doenças mentais são as responsáveis por grande parte dos anos de vida perdidos no país. Problemas psiquiátricos foram responsáveis por 19% [...]

DICAS BÁSICAS DE RENEGOCIAÇÃO

DICAS BÁSICAS DE RENEGOCIAÇÃO Se não bastassem as dívidas dos brasileiros, com elas vem o “nome sujo”, e aí vem junto uma série de limitações à vida, não se consegue nem mesmo arrumar trabalho. O nome negativado sempre foi o principal mecanismo utilizado pelos bancos para forçar clientes a pagar juros abusivos de quem deve no cheque especial, cartão de crédito e demais produtos bancários. ESTOU NO VERMELHO. O QUE FAZER? Todos corremos o risco de cair em dívidas, e as famílias não estão preparadas para absorver esse impacto. São raras as que possuem reservas financeiras para enfrentar períodos de crise. O endividado precisa de recursos mínimos para manter as despesas da casa durante o período de escassez. Então, não saia por aí pagando tudo. Separe primeiramente as contas essenciais, aquelas que não podem deixar de ser pagas de jeito nenhum: água, luz, supermercado… As dívidas bancárias podem esperar, exceto em contratos onde algum tipo de bem foi dado em garantia ao banco. Cheque especial, cartão de crédito e financiamentos podem ser renegociados na linha do tempo. E SE O BANCO RECUSAR MINHA PROPOSTA? Caso o banco se recuse a renegociar, pode-se resolver o problema através de uma análise técnica de sua dívida. Aliás, com o novo Código de Processo Civil, agora todo processo poderá ter uma audiência de conciliação, boa oportunidade para o devedor demonstrar sua idoneidade e boa fé. DEVO RENEGOCIAR A MINHA DÍVIDA SEGUINDO A PROPOSTA DO BANCO? Não aceite. Cada vez que se renegocia, simplesmente aumenta-se o valor da dívida. Veja um exemplo [...]

COMO A REFORMA TRABALHISTA PODE AJUDAR NA RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS

COMO A REFORMA TRABALHISTA PODE AJUDAR NA RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS A Reforma Trabalhista entrou em vigor em dezembro do ano passado. Após muitas polêmicas sobre o seu conteúdo e muitas opiniões divergentes sobre o mesmo assunto, especialmente no tocante à aplicação das novas regras, fato é que a mudança já é uma realidade na vida dos brasileiros. Detalhe é que a introdução dessa legislação introduz um novo conceito nas empresas, ainda mais quando se tratar de médias e de pequeno porte. Agora, cabe ao empresário adotar as medidas necessárias que podem e devem ter reflexo positivo no aspecto econômico. Primeiramente, com relação à jornada de trabalho. Há a possibilidade de negociar os salários por hora, ou por dia, substituindo a obrigatoriedade dos salários mensais. Além disso, tempo de alimentação ou o transporte até a empresa não contam mais como horas trabalhadas. Resultado: o empregador vai pagar pelo que o empregado efetivamente trabalhar. Um adendo importante, é a possibilidade do famoso home office (quando o funcionário trabalha em casa), que não tinha previsão específica na antiga lei e com a reforma passa a ter sua atividade regulamentada. Tanto o empregado quanto o patrão podem definir, em comum acordo, como ficariam os gastos referentes à luz, internet e água, utilizadas pelo empregado que trabalha em casa. Dependendo da forma como o contrato for elaborado, o empregado pode reduzir custos com o seu funcionário. No tocante às férias, houve também uma flexibilização. Continuam os mesmos 30 dias de descanso remunerado, mas que agora podem ser divididos [...]